A Procuradoria da República e a Polícia Federal decidiram enquadrar criminalmente cerca de 100 usineiros, empresários e funcionários da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) no inquérito que apura o escândalo do açúcar- papel, como ficaram conhecidas as remessas fictícias do produto para a Amazônia Ocidental. Os acusados serão indiciados por sonegação fiscal, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Segundo a Procuradoria, das 76 usinas estabelecidas em São Paulo, 74 estão sendo investigadas. Nos últimos cinco anos, as usinas emitiram cinco milhões de notas fiscais que estão sob perícia. Os usineiros são acusados de terem se beneficiado da isenção de IPI e ICMS, prevista nas operações de internação de açúcar e outros produtos na Amazônia. A sonegação alcançou, até agora, cerca de US$2 bilhões, de acordo com cálculos da PF (O ESP).