Termina hoje o prazo estabelecido pelo governo argentino para regularizar a situação dos estrangeiros ilegais provenientes dos países limítrofes. A anistia foi fixada há dois anos e prorrogada duas vezes em 1993, período no qual-- graças a condições mais fáceis de obtenção de documentos-- cerca de 200 mil pessoas obtiveram autorização de residência: aproximadamente 60% de bolivianos, 37% de paraguaios e uns 3% de chilenos, brasileiros, uruguaios e peruanos. São ainda perto de 500 mil, segundo dados extra-oficiais, os que continuam em situação irregular e podem ser expulsos. O crescimento econômico argentino, o mais alto do continente segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), está atraindo mais vizinhos que nunca (JB).