O Brasil quer evitar o caminho tomado pela Argentina, de fixar em lei uma paridade entre a moeda nacional e o dólar, e tem estudado mais caminhos alternativos. Um deles é o de estabelecer uma faixa de flutuação entre a moeda a ser criada e o dólar, como foi feito no Chile e em Israel. A informação é do presidente do Banco Central, Pedro Malan, ao comentar a reformulação institucional pela qual terá que passar o BC para evitar os erros do passado. Criar uma nova moeda, já tentamos. Temos que evitar, à luz das
77815 experiências anteriores, que ela seja consumida no forno crematório da
77815 inflação, disse. Uma das idéias que o BC tem discutido é a criação de uma nova diretoria; uma espécie de diretor extraordinário, com mandato que atravesse inclusive a mudança de governo e que tenha apoio do Senado Federal. Esse diretor se envolveria mais com a regulamentação do Artigo 192 da Constituição, que trata da reforma do sistema financeiro. O vice-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Richard Erb, queixou-se da falta de controle das políticas fiscal e monetária no Brasil, e disse que este "é o maior desafio" para o governo. Sobre o novo sistema de indexação proposto no pacote, que usa o dólar como referência, Erb disse que "é necessário encontrar uma forma de quebrar o atual sistema de indexação, mas para que a nova proposta seja bem sucedida é preciso o controle das políticas monetária e orçamentária". Segundo ele, "o plano está indo na direção certa, mas a questão é se isso será suficiente" (O Globo).