TRABALHADORES RURAIS MORTOS NO PARÁ

Dois trabalhadores rurais foram assassinados por pistoleiros da Fazenda Santa Cristina, localizada em Santana do Araguaia, no sul do Pará. O crime foi denunciado na Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (FETAEMG), ontem, por Gélson Ricardo DÁvila, irmão de um dos mortos. Gélson e mais dois colegas estavam na mesma fazenda e de lá conseguiram fugir no início deste mês. O grupo havia saído de Belo Horizonte (MG), em setembro do ano passado, contratados para operar máquinas agrícolas. Mas, chegando no local, foram todos armados e obrigados a trabalhar na expulsão de posseiros da região, além de nunca terem recebido salário. A denúncia, segundo o presidente da FETAEMG, Sebastião Rocha, já foi levada ao ministro da Justiça, Maurício Corrêa. Depois de passarem quatro meses tentando fugir da Fazenda Santa Cristina e 20 dias se escondendo em matas e pegando caronas, Gélson Gonçalves, de 33 anos, e os colegas Paulo Ribeiro dos Santos e Rogério de Morais conseguiram chegar a Araxá (MG), no último dia 26, onde procuraram o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Toda a história começou na Rodoviária de Belo Horizonte. Os cinco homens foram arregimentados para trabalhar na Fazenda Santa Cristina por um homem conhecido como João Lélis. O acordo previa o pagamento de 4,5 salários- mínimos e a função de operadores de máquinas agrícolas. Eles viajaram no dia dois de setembro último (JB).