GOVERNO É DERROTADO NO CONGRESSO NACIONAL

O plano de estabilização econômica do governo sofreu um duro golpe ontem no Congresso Nacional, onde cinco medidas provisórias do ajuste fiscal deixaram de ser votadas. Depois de ter aprovado anteontem o aumento do Imposto de Renda das pessoas físicas, o Congresso rejeitou ontem, por falta de quorum, o aumento do IR das empresas. Figuras importantes da base governista, como o ex-ministro Antônio Britto (PMDB-RS) e o ex-líder Roberto Freire (PPS-PE) faltaram. Comandados pelo deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) e pelo senador Epitácio Cafeteira (PPR-MA), a oposição obstruiu a votação em duas sessões, de manhã e à tarde. Mas os parlamentares não querem a responsabilidade de jogar sobre as pessoas físicas o custo do ajuste. Oposicionistas como o deputado Delfim Netto (PPR-SP) e até Gonzaga Motta (PMDB-CE), que apresentara relatório favorável ao governo na Câmara, acham que agora o presidente Itamar Franco deve vetar a MP 400, que eleva o IR das pessoas físicas (O Globo).