Equipe de pesquisadores norte-americanos e de vários países do Terceiro Mundo fizeram um alerta, ontem, sobre as "questões éticas e sociais" que envolvem os testes de vacinas contra a AIDS, nos países em desenvolvimento. Em informe publicado na revista da Associação Médica Americana, os cientistas explicam que, sem levar em conta esses aspectos, as pesquisas para se chegar à vacina e a novos estudos sobre a doença estão prejudicados. Doze pesquisadores, da África, Ásia, América do Sul e da América do Norte, propuseram uma pauta que tem como item principal a recomendação de que as vacinas de ação comprovada contra uma determinada cepa de HIV, característica de determinada região, sejam testadas unicamente naquele local. O médico Peter Luire, da Universidade da Califórnia, observa que o grupo procurou criar bases para que os experimentos sejam não só eficazes do ponto de vista científico, como também aceitáveis nos países em que são realizados, e que levem em conta "a proteção ao ser humano". Cerca de 15 vacinas estão em avaliação, para que seja detectado seu grau de toxidez e definida a quantidade ideal para uma dose. Este item está em testes, em pequeno grupo de voluntários (JB).