O presidente do Senado Federal, Humberto Lucena (PMDB-PB), mandou abrir sindicância para apurar as alterações de última hora feitas no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento. Mudanças no texto do relator Roberto Magalhães (PFL-PE) beneficiaram o deputado quercista Manoel Moreira (PMDB-SP). A investigação foi pedida pelo presidente da CPI, senador Jarbas Passarinho (PPR-PA). Ele fez uma investigação por conta própria e acredita ter descoberto o que ocorreu com o parecer sobre Moreira que, originalmente tinha sete páginas, mas ficou com duas na versão impressa. Segundo Passarinho, foi digitada por engano nos computadores do Centro de Processamento de Dados do Senado (Prodasen) uma versão anterior. Parlamentares citados no relatório final da CPI estão usando os erros do relator Roberto Magalhães como argumento contra os processos de cassação. O texto recomendou 18 cassações. O deputado Carlos Benevides (PMDB-CE) pediu à Câmara e ao Senado o mesmo tratamento dado aos deputados Pedro Irujo (PMDB-BA) e Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP), retirados da relação dos que deveriam sofrer mais investigações. O deputado Manoel Moreira ingressou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com mandado de segurança para tentar impedir que a Câmara reduza seu prazo de defesa. Se Moreira conseguir uma liminar, ele e os outros deputados envolvidos no escândalo poderão ter até cinco semanas para se defender das acusações na Comissão de Constituição e Justiça (O ESP) (FSP).