A Bamerindus Seguros lançou ontem o seu seguro familiar com opção de apólice para tratamento da AIDS. O preço da opção ainda não foi calculado, mas a empresa definiu que a AIDS não será incluída nas apólices normais. O plano começa a funcionar hoje em Curitiba (PR) e em três meses em São Paulo. A Bradesco Seguros também lançou ontem, no Rio de Janeiro (RJ), um plano opcional que prevê cobertura para AIDS. Mas só poderão fazer o plano os segurados que apresentarem teste negativo de AIDS. As seguradoras não são instituições de caridade. Se incluíssemos a
77731 AIDS nos procedimentos normais, o custo de cada seguro aumentaria 15
77731 vezes, disse o superintendente da Bamerindus Seguro, José Luiz Osti Mugiatti. Para ele, as seguradoras não estão subordinadas à decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) que obrigou as empresas de medicina de grupo a garantir o tratamento de portadores da AIDS. "Se isto acontecesse, as seguradoras estariam quebradas", afirmou. As empresas de medicina de grupo que acatarem a resolução 1.401 do CFM devem aumentar o preço de alguns de seus planos em até 50%. A resolução obriga as empresas a atenderem todas as doenças-- inclusive a AIDS-- e permite ao paciente a escolha do médico e hospital. O cálculo no aumento das prestações não é oficial. As empresas afirmam que ainda estão fazendo suas contas (FSP).