Os países produtores e consumidores de madeiras tropicais aprovaram ontem, com reservas da União Européia, China e Áustria, o novo acordo de madeiras tropicais, que deverá substituir o atual International Timber Trade Agreement (ITTA), de 1993. No novo tratado, as partes se comprometem a aumentar os esforços para que seja atingida a meta de, até o ano 2000, todas as exportações de madeiras e de produtos tropicais tenham como origem florestas de manejo sustentado. Ao contrário do que os países produtores de madeira tropical queriam, as florestas temperadas e boreais não foram incluídas no acordo. A cada ano, são exportadas no mundo mais de 15 milhões de hectares de bosques tropicais, o que corresponde a um terço da área da Espanha. Um total de 27 países exportadores (que respondem por cerca de 90% das exportações mundiais de madeiras tropicais) e 23 países importadores (que respondem por cerca de 80% das importações mundiais) negociaram durante mais de dois anos o acordo. Brasil e Malásia foram os principais representantes do bloco dos produtores e Japão, EUA e Europa, dos consumidores. A União Européia anunciou que não pôde aderir ao acordo porque ele apresenta dificuldades para ser desenvolvido e que, por isso, deverá fazer uma avaliação mais profunda antes de divulgar sua posição a respeito. Ainda assim, os países-membros da UE assumiram sem reservas uma declaração de compromisso com o desenvolvimento do manejo sustentável. A China, por sua vez, informou que não aprovou o acordo porque entende que ele deveria representar os interesses de todos os seus membros, em particular os países em desenvolvimento. Segundo os representantes da China, o país, apesar de ser um consumidor de madeiras tropicais, também é uma nação em desenvolvimento (GM).