INB SERÁ REESTRUTURADA

Todo o complexo empresarial criado na década de 70 para sustentar o programa nuclear brasileiro-- a NUCLEBRÁS, seis subsidiárias e uma fábrica de elementos combustíveis-- passa por mais uma reestruturação. A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que em 1988 substituiu a NUCLEBRÁS perdendo algumas das funções anteriores, está extinguindo três subsidiárias: a Urânio do Brasil, a NUCLEMON Minero Química Ltda. e a NUCLEI. Esta é uma readequação do setor às suas reais necessidades, justificou o presidente da INB, Roberto de Franca, que economizará US$1,270 milhão por ano com a extinção das três subsidiárias e sua transformação em departamentos. A alta administração da empresa (diretores e conselheiros) será reduzida de 43 para 14 pessoas. Na área de gerência, serão 56, e não mais 83 funcionários. Criada em 1975, um ano depois da assinatura do Acordo Brasil-Alemanha, o sistema NUCLEBRÁS foi idealizado para apoiar as atividades de oito usinas nucleares. Hoje o Brasil tem apenas uma usina, Angra 1, que não é fruto do acordo com os alemães, e opera normalmente a meia carga. A conclusão de Angra 2, a primeira com tecnologia alemã (Angra 1 foi negociada com a Westinghouse, norte-americana), ainda não está totalmente assegurada. Todo o sistema ficou, portanto, sem clientes para seus produtos: urânio, urânio enriquecido e elemento combustível. A INB tem uma receita anual da ordem de US$40 milhões, obtida com a venda de elemento combustível, montado na sua fábrica em Resende (RJ), a Furnas Centrais Elétricas, operadora de Angra 1. Com esses recursos, cobre cerca de 50% de suas despesas. O restante lhe é repassado pela União (GM).