Seis dos 18 parlamentares indicados para a cassação e outros sete investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento continuam a manter seus cargos na poderosa comissão do Congresso Nacional que prepara a lei orçamentária. Apesar de terem sido responsabilizados ou envolvidos no mais escandaloso esquema de desvio de verbas públicas identificado no país, este grupo de deputados e senadores manteve nos últimos meses-- e ainda mantém-- a prerrogativa de influir na feitura do Orçamento Geral da União que irá vigorar em 1994. Além de não ter excluído o grupo da Comissão Mista de Orçamento, os líderes partidários irão decidir hoje a possibilidade de o Congresso reapresentar emendas à segunda versão do Orçamento enviada pelo Executivo. A lei orçamentária que distribuirá os recursos públicos arrecadados este ano não estará livre da ação dos "sete anões". Enquanto a CPI do Orçamento funcionava nos últimos três meses, os deputados Aníbal Teixeira (PTB-MG), Raquel Cândido (PTB-RO), Carlos Benevides (PMDB-CE), Cid Carvalho (PMDB-MA), José Geraldo Ribeiro (PMDB-MG) e Flávio Derzi (PP-MS), todos indicados pela CPI para perder o mandato, permaneceram atuantes na Comissão Mista de Orçamento (JC).