O deputado Manoel Moreira (PMDB-SP) foi beneficiado por alterações feitas no original do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento, que o indicou à cassação. Redigido pelo deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), o documento foi enviado à gráfica do Senado Federal com sete páginas de descrição das operações financeiras de Moreira. Mas, entre a remessa à gráfica e impressão final, cinco dessas páginas desapareceram, na terceira evidência de fraude na reprodução do relatório final. Alterações desse tipo já haviam envolvido os nomes dos deputados José Carlos Aleluia (PFL-BA), que de suspeito de corrupção passara a indicado para cassação, e Jesus Tajra (PFL-PI), absolvido por Magalhães, mas incluído na lista dos que serão investigados. Até ontem nenhuma das falhas havia sido explicada pelo Congresso Nacional. O deputado Roberto Magalhães viajou para Miami (EUA) (O ESP).