GOVERNO NÃO ACABA AGORA COM O FGTS

O governo não vai acabar agora com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A proposta de substituir o Fundo por um sistema de indenização, que garanta os direitos dos trabalhadores demitidos sem justa causa e, ao mesmo tempo, diminua os encargos das empresas sobre a folha de salários depende de decisão política, diz Walter Barelli, ministro do Trabalho. Barelli diz que a proposta do governo de pagar o que deve ao FGTS em títulos que possam ser usados nos leilões de privatização-- para a compra das empresas estatais--, pode ser feita sem mexer nas atuais funções do Fundo e sem que os empresários deixem de pagar a contribuição de 8%. Segundo o ministro, "o FGTS deveria ter um saldo de US$30 bilhões, mas há em caixa apenas US$1 bilhão". Como não há dinheiro disponível, o governo pretende resgatar a dívida com títulos de privatização (FSP).