CPI PEDE CASSAÇÃO DE 18 PARLAMENTARES

O relatório de 600 páginas do deputado Roberto Magalhães (PFL-PE)-- fruto de 93 dias de investigação sobre as denúncias de corrupção na destinação das verbas do Orçamento da União-- foi lido ontem durante oito horas e aprovado por unanimidade pela CPI do Orçamento, que, em sessão inédita na história política do país, propôs a cassação de 18 parlamentares, a continuação de investigações sobre outros 11 e a remessa ao Ministério Público e à Receita Federal de 13 processos sobre envolvidos no escândalo, entre eles três governadores: Edison Lobão (MA), Joaquim Roriz (DF) e João Alves Filho (SE). Onze parlamentares foram considerados inocentes e o envolvimento do ex-assessor do Senado José Carlos Alves dos Santos-- cujas denúncias geraram a CPI-- ficará a cargo da Justiça de Brasília. A aprovoção do relatório foi acompanhada pela apresentação de 52 destaques, que não alterou substancialmente o documento. Os pedidos de cassação do relatório: deputado João Alves (sem partido- BA); suplente de deputado Féres Náder (PTB-RJ); senador Ronaldo Aragão (PMDB-RO); deputado José Geraldo Ribeiro (PMDB-MG); deputado Aníbal Teixeira (PTB-MG); deputado Fábio Raunheitti (PTB-RJ); deputado Ricardo Fiúza (PFL-PE); deputado Genebaldo Correia (PMDB-BA); deputado Carlos Benevides (PMDB-CE); deputado Manoel Moreira (PMDB-SP); deputado João de Deus Antunes (PPR-RS); deputado Paulo Portugal (PP-RJ); deputado Flavio Derzi (PP-MS); deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS); deputado Cid Carvalho (PMDB-MA); deputado Daniel Silva (PPR-MA); deputado Ézio Ferreira (PFL- AM); deputada Raquel Cândido (PTB-RO). Os onze parlamentares que escaparam de acusação são: Dos oito senadores investigados, seis escaparam: Humberto Lucena (PMDB-PB); Mauro Benevides (PMDB-CE); Alexandre Costa (PFL-MA); Mansueto de Lavor (PMDB-PE); Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) e Saldanha Derzi (PP-MS). Entre 35 deputados investigados, inverte-se a relação. Somente cinco foram deixados de fora, por falta de provas concretas: São eles Eraldo Tinoco (PFL-BA); Geddel Vieira Lima (PMDB-BA); Valdomiro Lima (PDT-RS); Osmânio Pereira (PSDB-MG) e Sérgio Guerra (PSB-PE). Alguns parlamentares, como Mansueto de Lavor e Sérgio Guerra, foram isentados sumariamente, em apenas oito linhas de texto. Parlamentares que ainda podem ser investigados: deputado José Luiz Maia (PPR-PI); senador Dario Ferreira (PFL-RN); deputado Messias Góis (PFL-SE); deputado Pedro Irujo (PMDB-BA); deputado Jesus Tajra (PFL-PI); deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ); deputado Uldurico Pinto (PSB-BA); deputado Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP); deputado Mussa Demes (PFL-PI); deputado Gastone Righi (PTB-SP); deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA); deputado Pinheiro Landim (PMDB-CE); deputado José Carlos Vasconcellos (PRN-PE); deputado Paes Landim (PFL-PI) (JB) (FSP).