O contrato de gestão da PETROBRÁS, em estudos desde meados do ano passado, já foi assinado pelo ministro do Planejamento, Alexis Stepanenko, e pelo ministro interino das Minas e Energia, Israel Vargas, e deverá ser anunciado na próxima semana pelo presidente Itamar Franco. Com este documento, a empresa receberá tratamento diferenciado em relação a outras estatais e terá que apresentar resultados para as metas acertadas entre sua diretoria e o governo. Caso contrário, o governo poderá afastar seus dirigentes, sem ter que dar justificativas políticas à sociedade ou a padrinhos dos afastados. O contrato de gestão é a alternativa encontrada pelo governo à privatização, no caso dos monopólios estatais. O instrumento é defendido pelos ministros da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, da Administração Federal, Romildo Canhim, além de Stepanenko e Vargas. A partir de sua assinatura, a PETROBRÁS não poderá requerer aumento dos preços dos combustíveis, por exemplo, para cobrir eventuais déficits financeiros. Terá que gerar seu próprio lucro operacional para investir e se manter em funcionamento (O Globo).