MERCOSUL AINDA PRECISA DE NEGOCIAÇÃO DELICADA

Apesar do Conselho do Grupo Mercado Comum ter demonstrado, no último dia 17, em Colônia (Uruguai), aparente consenso prévio para a assinatura do acordo que prorrogou o prazo para a definição da Tarifa Externa Comum (TEC), o impasse foi resolvido apenas minutos antes da assinatura do Protocolo de Colônia pelos ministros de Relações Exteriores. Segundo analistas, as divergências, principalmente com o Paraguai, fazem prever negociações complicadas até o dia 30 de junho, prazo para definir a tarifa de proteção alfandegária contra produtos competitivos de terceiros países. Durante as negociações entre vice-ministros de Economia e na reunião do Grupo Mercado Comum, semana passada em Montevidéu, os paraguaios não se cansaram de repetir que em mais de 50% dos capítulos da pauta da TEC, ou mais de 7,5 mil produtos, existem divergências. Os negociadores paraguaios revelaram que o país tem mais de 3 mil produtos com tarifa zero e, portanto, uma tarifa externa alta representaria maiores sacrifícios para sua economia. Se a TEC não for definida até 30 de junho, como pretendem os quatro sócios do Mercosul, a região não chegará sequer a uma reunião aduaneira no dia 1o. de janeiro de 1995, como definiu a assinatura do Protocolo de Colonia (JC).