UNITA DIZ QUE BRASIL VENDE ARMAS A ANGOLA

O movimento rebelde angolano Unita acusou o governo de Luanda de comprar mísseis terra-terra brasileiros X-30 e X-40, em violação do acordo que impedia a compra de armamento. Segundo um fax assinado pelo general Altina Bango Sapalalo Bok, da Unita, e enviado de Huambo, as compras de armamento chegariam a US$160 milhões. A acusação dirige-se à empresa brasileira AVIBRÁS, que fabrica os mísseis. Segundo os acordos de Bicesse, assinados em Portugal em junho de 1991, nenhum país poderia vender armamento a qualquer dos lados. "Os acordos continuam válidos, mas sabemos que não são respeitados ", afirma Carlos dos Santos, da representação da ONU em Lisboa. O problema seria a falsificação de documentos. Qualquer armamento só pode ser exportado com uma guia de destino-- o que impediria a venda para Angola. Para sair do Brasil, o governo deveria ter conhecimento de país que recebe os mísseis (FSP).