Em 1992 morreram no Brasil 236 crianças com idade inferior a 5 anos, o que deixa o país na décima colocação entre as nações de maior número de óbitos infantis. O primeiro lugar é ocupado pela Índia, com 3.212 mortes de crianças. Os dados fazem parte do relatório Situação Mundial da Infância 1994, divulgado ontem pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A taxa brasileira de mortalidade infantil, de acordo com o relatório da UNICEF, caiu de 118, em 1960, para 54 em 1992, em cada grupo de mil crianças com menos de 12 meses. Nesse ano, nasceram 3.626 mil crianças e a expectativa de vida do brasileiro alcançou 66 anos (número de 1992). Entre 83 e 92, as principais doenças causadoras da mortalidade infantil registraram queda significativa. O sarampo caiu de 2,5 milhões de óbitos em 83 para 1,1 milhões em 92; as mortes por tétano diminuíram de 1,1 milhão para 600 mil; diarréia, de 4 milhões para 2,9 milhões; coqueluche, de 700 mil para 400 mil e poliomielite, de 360 mil para 140 mil (FSP).