Uma nova moeda, de paridade fixa com o dólar, está sendo estudada pelo Banco Central para dar credibilidade à reforma monetária que virá após a adoção da Unidade Real de Valor (URV), anunciou ontem o diretor de Política Monetária, Francisco Pinto, em depoimento na Subcomissão de Política Monetária da Câmara que examina o programa econômico do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. A nova moeda obedecerá a um limite quantitativo das reservas do país e os técnicos do BC estudam como sair da paridade com o dólar após o período de um ou dois meses. Se não for possível voltar, não faremos isso, disse Francisco Pinto aos deputados. O diretor do BC informou que a adoção da nova moeda, depois da instituição da URV, impedirá que a população corra aos bancos para se desfazer dos cruzeiros reais, com inevitável hiperinflação na moeda atual. "Não vamos reproduzir a experiência da Argentina, caso em que teríamos uma dolarização de fato", disse Francisco Pinto (JC).