O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneguelli, negou ontem as acusações do sindicalista Miguell Rupp, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, filiado ao PDT e militante da Força Sindical, de que a CUT teria usado dinheiro vindo da Itália para o Instituto de Saúde do Trabalhador (INST) no PT (Partido dos Trabalhadores), com a conivência do sindicalista assassinado Oswaldo Cruz Júnior. Ele apresentou os documentos que mostram a criação do instituto em abril de 1988 e afirmou: "O Rupp não pode estar desinformado sobre o assunto, pois ele foi diretor do INST quando era da CUT". Em seguida, Meneguelli informou que o instituto "já recebeu do convênio com a Itália duas de três parcelas de US$300 mil cada", esclareceu, observando que a CUT deverá integralizar outros US$300 mil no INST (a entidade se dedica a estudos, debates e campanhas sobre doenças do trabalho). Jair Meneguelli também apresentou a ata da reunião que mostra a tentativa da CUT em buscar um acordo entre as facções rivais dentro do Sindicato dos Rodoviários do ABC, que, segundo Meneguelli, acabaram se transformando em questões pessoais, levando supostamente ao assassinato do sindicalista Oswaldo Cruz Jr. A, ata da data de 22 de novembro de 1993, onde a direção estadual da CUT faz oito propostas para superação do impasse político interno. Entre essas propostas estão uma nova eleição, o afastamento de Oswaldo da Executiva da CUT e a realização de uma auditoria independente no Sindicato. Finalmente, Jair Meneguelli disse que a CUT irá processar por injúria, calúnia e difamação o senador Esperidião Amin (PPR-SC), o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio Medeiros, e o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores, Canindé Pegado, por acusações contra a entidade (GM).