O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, envolveu-se num emaranhado de explicações que agravaram a sua situação perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ao insistir em que fez empréstimos a deputados distritais de Brasília, não conhece o "fantasma" Wanderlan Dias Soares, que abastecia suas contas com depósitos, e que o administrador de suas fazendas, Valdivino Vieira Pinheiro, movimentava recursos de sua fortuna pessoal. Com esses esclarecimentos, feitos em nota oficial, ontem, Roriz detonou reações contrárias, já que a CPI vai quebrar o sigilo bancário de Wanderlan e do capataz Valdivino, para tentar identificar a origem dos recursos. Dois dos deputados distritais contestaram que tenham recebido empréstimos do governador, derrubando assim sua versão. Os deputados José Edmar Cordeiro (PFL) e Maurílio Silva (PP) informaram que fizeram empréstimos, sim, mas diretamente ao Banco Progresso. O caso Roriz foi um dos assuntos quentes da CPI e de suas investigações: O Supremo Tribunal Federal negou a medida cautelar ajuizada pelo deputado Fábio Raunheitti (PTB-RJ); o deputado Roberto Rolemberg (PMDB-SP) foi designado relator da parte das conclusões da CPI relativas ao deputado Ricardo Fiúza (PFL-PE); há provas de que um deputado do Amazonas, Ézio Ferreira (PFL), recebeu US$500 mil de construtoras; hoje a CPI decide se os deputados Miguel Arraes (PSB-PE) e Roseana Sarney (PFL-MA) serão chamados a depor em plenário, como outros (JC).