O Brasil registrou, de 1981 a 1990, uma redução na participação de crianças e jovens, de 10 a 17 anos, no conjunto de pessoas ocupadas no mercado de trabalho de 14,2% para 11,6%. Assim mesmo, o número de crianças trabalhando se apresentou elevado em 1990, com 2,87 milhões na faixa de 10 a 14 anos e 4,42 milhões entre 15 e 17 anos. Um contingente equivalente à população da Suíça e superior à do Uruguai. Os dados integram a pesquisa O Traço da Desigualdade no Brasil, organizada por Jane Souto de Oliveira,
77536 a ser lançado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
77536 A pesquisa indica que 31,7% das crianças com 10 a 17 anos, em 1990, só
77536 trabalhavam, 19,5% estudavam e trabalhavam, 13,4% nem trabalhavam nem
77536 estudavam. Segundo Jane, nas comparações com países mais pobres, o Brasil
77536 fica em posição desfavorável. De acordo com a Organização Internacional
77536 do Trabalho (OIT), em 1980, por exemplo, a taxa de atividade infantil no
77536 Brasil, de 18% (17,2% em 1990), era superior à da Indonésia (11,1%),
77536 Marrocos (14,3%) e República Dominicana (15,5%). Perde apenas para
77536 Paraguai (19,9%) e Haiti (24,4%). Jane explica que, em decorrência de seus
77536 baixos níveis de instrução, a maioria das crianças e adolescentes que
77536 trabalham o faz em condições adversas (O ESP).
77537 Pesquisa do IBOPE constatou que a campanha Ação da Cidadania Contra a
77537 Miséria e Pela Vida, conduzida pelo sociólogo Herbert de Souza, o
77537 Betinho, foi um sucessosem paralelo no país: 21 milhões de brasileiros
77537 contribuíram com roupas e alimentos, 3,5 milhões doaram dinheiro; 2,8
77537 milhões participam ativamente dos comitês da campanha. De 2 mil pessoas
77537 ouvidas pelo IBOPE em todo o Brasil, no mês passado, 93% responderam que
77537 consideravam necessária a campanha; 68% tinham conhecimento e 32%
77537 participaram de alguma forma, ou 25,6 milhões, fora as crianças. Duvido