CE ASSESSORARÁ POLÍTICA DE CÂMBIO DO MERCOSUL

A União Européia prestará assessoria ao Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL) para começar neste ano a coordenação das políticas cambiais, um dos passos chaves para harmonizar as políticas microeconômicas dos quatro países. Técnicos europeus transmitirão a funcionários da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai a experiência do sistema conhecido como "serpente", pelo qual se realizou a harmonização cambial na Comunidade Européia (CE). O objetivo é implementar uma faixa de flutuação, para manter a paridade do câmbio real dos quatro sócios do MERCOSUL. Já existe um acordo preliminar sobre o tema, mas não se evoluiu na questão. Os principais assuntos em que se concentraram os governos até o momento se referem ao processo de redução tarifária e à definição da Tarifa Externa Comun (TEC). Agora se trata de evitar o comércio dentro do bloco, que apresentou um grande crescimento nos últimos três anos. O sistema proposto, segundo funcionários envolvidos nas negociações, prevê o estabelecimento de um ponto de partida considerado de equilíbrio para as quatro moedas. A partir de então, se fixaria percentagens mínima e máxima em que o valor real da moeda poderá flutuar. No caso de algum país se obrigado a ultrapassar esses limites, por razões de política interna, os demais poderão adotar medidas de salvaguarda para evitar perdas no fluxo comercial (JC).