OPERAÇÃO DE EMERGÊNCIA RECOLHE MENINOS DE RUA NO RIO

Numa operação de emergência, o coordenador do Complexo de Quintino, Lysâneas Maciel, começou ontem à noite a recolher os remanescentes da chacina da Candelária e outras crianças abandonadas que perambulam pelas ruas do Rio de Janeiro (capital). A operação foi feita com base numa ordem do juiz Siro Darlan, da 2a. Vara de Menores do Rio, que autorizou a internação das crianças no hospital de Quintino. A internação dos meninos, sob alegação de que correm risco eminente de vida, foi a forma encontrada por Lysâneas para driblar as exigências burocráticas da presidente do CBIA (Centro Brasileiro de Apoio à Infância e Adolescência), Alda Marco Antônio. "Ela não permite o recolhimento das crianças aos abrigos de Quintino, alegando que não são adequados, mas não libera as verbas necessárias à reforma das instalações", acusa Lysâneas. Sob desculpas diversas, o CBIA não repassou um tostão para o centro que deveria abrigar os menores abandonados do Rio. Mas doou CR$118 milhões, de sobras orçamentárias, para projetos culturais. A`s 20h de ontem, Lysâneas deixou Quintino rumo ao Méier, num ônibus, para buscar um grupo de meninos de rua ameaçado de morte por grupos de extermínio (JB).