MOVIMENTO BUSCA ALIANÇA PARA AS ELEIÇÕES

Empresários e intelectuais estão programando uma série de encontros e seminários, a partir deste mês, com o objetivo de sensibilizar lideranças políticas de centro-esquerda a aceitarem uma união para as eleições de 1994. O coordenador do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), Emerson Kapaz, acha muito difícil uma aliança nacional já no primeiro turno, embora a considere ideal, mas se diz confiante na capacidade de um movimento suprapartidário convencer as principais forças desse espectro a firmarem um compromisso prévio em torno de uma plataforma mínima para garantir a governabilidade do futuro presidente da República. Tudo indica que o Lula (Luís Inácio Lula da Silva-PT) irá para o
77498 segundo turno. Mas existem dúvidas de que ele consiga alargar sua base
77498 eleitoral na disputa final caso todos os partidos que representam essa
77498 faixa de pensamento não estabeleçam uma estratégia mínima comum,
77498 programática. Isso será vital para evitar ressentimentos e assegurar
77498 alianças para o segundo turno, disse Kapaz. Oded Grajew, também do PNBE e que participa do movimento que já colheu 500 assinaturas de empresários, políticos, profissionais liberais e sindicalistas pedindo uma ação de unidade entre esses partidos, considera que não adianta falar, nesse momento, sobre uma aliança no primeiro turno, porque todos os partidos têm e estão lançando candidatos próprios. "Mas temos de alertá-los de que o que está em jogo não é apenas ganhar as eleições. É preciso viabilizar um programa mínimo que dê sustentação ao futuro presidente", afirmou. O presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, propôs ontem a formação de uma grande frente política para se contrapor à candidatura de Lula. Segundo Medeiros, o ex-ministro da Previdência Social, Antônio Britto (PMDB-RS), poderia ser o candidato a presidente dessa frente. "A classe política não pode ver a eleição de Lula como um fato consumado. O PT no poder vai atrasar o país mais uma década", afirmou. O sindicalista ingressou recentemente no Partido Progressista (PP), pelo qual lançou sua candidatura ao Senado Federal por São Paulo (O Globo).