Com a inauguração de sua planta industrial para produção de embalagens plásticas para lubrificantes, que começou a operar em dezembro último dentro de sua fábrica da Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro (capital), a Shell abriu caminho para o estabelecimento de um novo mercado para a reciclagem no país: o reaproveitamento do polietileno de alta densidade (PEAD) dos recipientes usados para a fabricação de novas embalagens para lubrificantes. A companhia investiu US$24 milhões no empreendimento. Do total, US$3 milhões foram aplicados no desenvolvimento de uma nova embalagem plástica, na cor branca, contento três camadas de polietileno de alta densidade, sendo possível usar material reciclado para compor a parte intermediária do "sanduiche". A nova embalagem substitui os antigos recipientes compostos, contendo aço, papelão e plástico. Atualmente, usamos 30% de material reciclado na embalagem, mas podemos
77485 chegar a 60% se tivermos maior oferta de matéria-prima reciclada, informou Christian Dobereiner, gerente de Conservação Ambiental da Shell. O material usado hoje provém das sobras e aparas de plástico geradas durante o processo de fabricação da embalagem (GM).