AMÉRICA LATINA BATE O RECORDE DE CAPTAÇÕES NO EUROMERCADO

A América Latina bateu o recorde de captações no euromercado em 1993, com US$29,813 bilhões, o maior resultado nominal de todos os tempos. Com o eurobônus de juros flutuantes de US$60 milhões do Banco de Boston, lançado pela Salomon Brothers no último dia do ano, o Brasil completou 139 emissões, no valor total de US$8,661 milhões. É igualmente um recorde nominal, como registraram também o México (69 emissões, no valor total de US$9,031 milhões), a Argentina (52 emissões, no total de US$6,334 milhões), a Venezuela (16 emissões, no valor total de US$2,199 milhões), a Colômbia (cinco emissões, no total de US$517 milhões) e o Chile (três emissões no total de US$321,85 milhões). Os dados computado pelo jornal "Gazeta Mercantil" produziram um número e um valor de captações brasileiras superior ao registrado pelo Banco Central do Brasil, mesmo computando-se todas as colocações privadas autorizadas pelo BC. Uma das razões da diferença pode estar na inclusão de diversos tipos de emissão no banco de dados usado pelo jornal, como euro-bônus, programas de euro-notas, euro-certificados de depósito, notas promissórias, recibos de depósitos e alguns euro-commercial papers. A tendência da capitalização de empresas latinas no euromercado promete continuar em 1994. Já existem cerca de US$6 bilhões em papéis latinos na linha de montagem para as próximas semanas, com a Argentina tomando a dianteira. Suas 13 novas emissões previstas somam US$2,88 bilhões, com destaque para duas operações da Yacimientos Petrolíferos Fiscales, no valor total de US$850 milhões. O Brasil vem em seguida, com 16 emissões previstas, no valor total de US$1,165 bilhão-- o destaque sendo o programa de captações de cerca de US$500 milhões da PETROBRÁS. O México começa mais devagar, com cinco emissões previstas, no valor total de US$1,475 bilhão, e destaque para o programa de euro-notas de US$750 milhões da Tevisa (GM).