Falta um ano para a queda das barreiras comerciais entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e, com isso, a entrada em vigor, oficialmente, do MERCOSUL, em 1o. de janeiro de 1995. Mas na prática ele já é uma realidade, e servindo de locomotiva para alavancar o comércio do Brasil com outros países da América Latina, que fazem parte da ALADI (Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Integração). Pelas contas de técnicos da Secretaria de Comércio Exterior, em 1993 a ALADI bateu os EUA na posição de segundo maior mercado das exportações brasileiras-- o primeiro é a Comunidade Européia. Foi o ano de maior volume de negócios do país com os três vizinhos. Os números preliminares apontam para vendas em torno dos US$8,8 bilhões para os países da ALADI, enquanto para os EUA-- que há alguns anos eram os maiores compradores de artigos brasileiros-- teriam seguido pouco mais de US$7 bilhões. Para os parceiros do MERCOSUL teriam seguido US$5,3 bilhões-- US$3,6 bilhões para a Argentina, US$950 milhões para o Paraguai (que compra mais produtos brasileiros que a China) e US$780 milhões para o Uruguai (com importações de artigos "made in Brazil" superiores às da França). O MERCOSUL já se mostra uma opção atraente até mesmo na comparação com o NAFTA, que reúne EUA, Canadá e México e, ano passado, até novembro, importou US$7,8 bilhões do Brasil (O Globo).