Apesar da aparente calmaria no setor sindical, o número de greves e grevistas aumentou em 1993, em comparação com o ano anterior. Enquanto em 1992 ocorreram 52 greves, em 93 o número subiu para 62 até novembro, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- Econômicos (DIEESE). O número de grevistas dobrou: passou de 234.951 para 471.059. Além de contar com um maior número de participantes, as paralisações foram mais longas. Em 92, foram registradas 11.727.196 horas paradas contra 50.384.200 em 93. Se a mobilização dos trabalhadores aumentaram em 93, elas não foram suficientes para alcançar a intensidade demonstrada nos anos mais "quentes" do movimento sindical. Em 1989, quando o então presidente José Sarney comandava o Palácio do Planalto, aderiram às greves 1.383.120 trabalhadores, liderados pelos metalúrgicos do ABC paulista. A diminuição do número de paralisações a partir daí foi atribuída, pelos sindicalistas, à recessão desencadeada no governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello (O Dia).