O governo federal renovou por mais três anos o contrato de gestão da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Isso significa que entre as estatais, a Vale continuará sendo a que terá maior flexibilidade para tocar seus negócios. A decisão só foi possível porque a performance da Vale neste último ano-- quando foi iniciado o contrato de gestão e que possibilitou uma independência maior em relação as burocracias governamentais-- superou as expectativas. O endividamento de US$1,7 bilhão caiu para US$1,1 bilhão, a redução de estoques foi equivalente a US$150 milhões e apesar de um cenário desfavorável-- com redução do preço do minério de ferro no mercado internacional--, o grupo fechará o ano com um lucro em torno de US$250 milhões. Para 1994, os planos da empresa são de continuar na trilha das privatizações, mudar o perfil da dívida e investir US$340 milhões. Na área das privatizações, a Vale, que até agora entrou pesado na compra de usinas siderúrgicas-- USIMINAS, CST, CSN, A>OMINAS e COSIPA--, partirá para compras estratégicas: a malha Sudeste da RFFSA e empresas do setor elétrico, na área de geração (JB).