BRASIL TEM O 10o. PIB DO MUNDO

Os dados que o Banco Mundial (BIRD) está liberando nesta passagem de ano não afagam o orgulho nacional brasileiro. Perdida a posição de oitava economia do mundo, que ocupou durante a década de 70 e parte da de 80, o Brasil, num conjunto de 207 países, aparece em quInquagésimo lugar na distribuição da renda, com US$20 de renda per capita atrás da Botsuana: em centésimo-vigésimo quinto lugar em sobrevivência de crianças até um ano de idade (imediatamente atrás da Nicarágua) e em centésimo-décimo segundo lugar em expectativa de vida (empatado com o Turkmenistão). O "Atlas 1994 do Banco Mundial", que começou a circular ontem, baseia-se em dados próprios, da Organização das Nações Unidas (ONU) e em estatísticas oficiais dos países examinados, referentes a 31 de dezembro de 1992. Por eles se verifica que a China, com US$442,787 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB), é agora a nona economia do mundo. E que a Espanha é a oitava, com US$547,947 bilhões. O Brasil, que perdeu 0,7% de sua produção entre os anos de 1985 e 1992 (a China cresceu 6% no período), está agora na décima posição, com um PIB oficial de US$425,412 bilhões. A ex-União Soviética está em décimo primeiro lugar, com um PIB de US$397,786 bilhões (dados preliminares). Os EUA continuam liderando folgadamente a lista das economias mais poderosas, com US$5,904 trilhões. Seguem-lhe Japão (US$3,507 trilhões), Alemanha (US$1,846 trilhão), França (US$1,278 trilhão), Itália (US$1,186 trilhão), Inglaterra (US$1,024 trilhão) e Canadá (US$565,787 bilhões). A população da Suíça é a mais rica do mundo. Seus 6,864 milhões de habitantes têm uma renda per capita anual de US$36,230 mil. Luxemburgo (US$35,260 mil) vem logo depois, seguido de Japão (US$28,220 mil), Suécia (US$26,780 mil), Dinamarca (US$25,930 mil), Islândia (US$23,670 mil), EUA (US$23,120 mil), Alemanha (US$23,030 mil) e Finlândia (US$22,980 mil). O Brasil, com a quinta maior população mundial (153,85 milhões de habitantes em 1992), tem renda per capita anual de US$2,770 mil (situando- se em 50o. lugar), que empata com a da Malásia, mas é superior à do Chile (US$2,730 mil) e muito inferior à da Argentina, onde artifícios cambiais contribuem para uma média de renda oficialmente reconhecida pelo BIRD como de US$6,050 mil. A renda per capita da Argentina, segundo o Atlas, quase dobrou em um ano, pois era de US$3,950 mil em 1991. Sobre o índice de mortalidade infantil, o Brasil, com 57 crianças mortas em cada mil, aparece depois de Peru (52), Nicarágua e África do Sul (53), Papua-Nova Guiné (54), e longe do Paraguai (47) e de Honduras (49). Mas empata com o Egito e ganha da Guatemala e do Iraque (58). Chile tem a melhor performance da América do Sul (17), seguido do Uruguai (20). A Argentina tem um índice de mortalidade infantil de 29 e o Méximo, de 35. Os brasileiros, com uma expectativa de vida de 66 anos, encontram-se na segunda metade da população mundial dos que morrerão mais cedo. Um filipino tem esperança de vida até os 65 anos, e o vietnamita viverá um ano a mais do que o brasileiro. O melhor índice de expectativa de vida na América do Sul é do uruguaio (74 anos), seguido do chileno (72) e argentino (71) (GM).