A ELETRONORTE, empresa estatal que controla a hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, deverá publicar até fevereiro de 94 um novo edital de licitação para exploração de madeira submersa no lago da hidrelétrica. A estatal calcula que existam ainda na área cerca de seis milhões de metros cúbicos de madeira. A primeira licitação do gênero no país foi realizada em 1991 pela ELETRONORTE, mas não houve vencedor. As empresas que se apresentaram não preencheram os requisitos necessários. De 1990 a fevereiro deste ano, quatro empresas privadas realizaram o corte de madeira submersa no lago de Tucuruí. As firmas foram contratadas pela ELETRONORTE sem licitação, devido à urgência do início da limpeza do lago, porém, a exploração foi suspensa com o término do contrato. Segundo estimativas da estatal, Vitorino Adriel de Freitas, Valmir & Cia. Ltda., Carmona e Filho Ltda. e Estância Tocantins Ltda. (as quatro empresas contratadas) retiraram do lago durante os três anos de vigência do contrato cerca de 330 mil metros cúbicos de madeira. Todo o processo de exploração da madeira submersa nos últimos três anos foi controlado pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outro edital de licitação prevê a exploração de madeira submersa no lago da hidrelétrica de Balbina, na Amazônia. O INPA (Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas de Pesquisas da Amazônia) vem realizando estudos na área para confirmar a viabilidade econômica da exploração. Segundo o inventário florestal realizado antes da inundação do lago, existiam na área 22 milhões de metros cúbicos de madeira, com 61 espécies de madeira de lei e outras 60 sem valor comercial (GM).