CNI PROPÕE AÇÃO CONJUNTA PARA GERAÇÃO DE EMPREGOS

A indústria brasileira está disposta a negociar com o governo um plano emergencial para a criação de empregos no país, segundo anunciou ontem o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador Albano Franco (sem partido-SE). O programa poderá incluir a redução dos encargos sociais por um período temporário, seguindo sugestões do líder da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e do ministro do Trabalho, Walter Barelli. "A CNI elegeu 1994 como o ano do emprego", disse. Nosso Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 4,5% neste ano e a indústria
77395 cresceu 8,5%, mas o emprego aumentou apenas 1,5%. E quase todo no setor
77395 informal. Isso é muito desanimador, afirmou. Albano Franco diz que a indústria tem condições de gerar um mínimo de 450 mil empregos no próximo ano-- mais 150 mil seriam gerados pela construção civil, se houver estabilização macroeconômica. Essa é, acredita, a medida mais urgente para que seja aumentada a oferta de trabalho. Os acordos setoriais também estão entre os recursos para geração emergencial de empregos. Franco ressalta a importância do acordo conseguido este ano no setor automobilístico, que, em sua análise, foi vital para que o país alcancasse uma taxa de crescimento industrial tão alta-- superada apenas pela da China. O presidente da CNI reconhece, entratanto, que o crescimento da economia não é suficiente para aumentar a oferta de empregos, em função da necessidade da tecnologia conteporânea em reduzir o pessoal necessário para a produção. Segundo a CNI, o Brasil precisa de dois milhões de novos empregos por ano. A indústria emprega, hoje, cerca de 12 milhões de pessoas (JC) (O ESP) (FSP).