A CPI do Orçamento decidiu ouvir todos os que o economista José Carlos Alves dos Santos citou ao denunciar o tráfico de emendas no Congresso Nacional. A lista inclui os governadores Joaquim Roriz (DF), João Alves (SE) e Édison Lobão (MA), os ex-ministros Alexandre Costa e Margarida Procópio, os senadores Mauro Benevides (PMDB-CE), Humberto Lucena (PMDB- PB), Mansueto de Lavor (PMDB-PE), Saldanha Derzi (PRN-MS) e Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), além de 14 deputados. A nova série de depoimentos deverá estar concluída dia 14 de janeiro, quando o deputado Roberto Magalhães (PFL-PE) apresentará o relatório final. Paa que o prazo seja cumprido, o presidente da CPI, senador Jarbas Passarinho (PPR-PA), prevê que serão tomados três depoimentos por dia, em reuniões aos sábados e domingos. O deputado Roberto Magalhães já redigiu parte de seu relatório à CPI e, embora não tenha se decidido sobre os nomes dos que serão punidos, tem propostas para várias questões, como a de transferir às comissões técnicas da Câmara e do Senado a responsabilidade de apreciarem o Orçamento para evitar que "muito dinheiro e poder nas mãos de poucos acabe em corrupção". O deputado sugere também, para dificultar o desvio de verbas, o fim das subvenções sociais. O deputado Paes Landim (PFL-PI) não conseguiu explicar sua riqueza no depoimento ontem à CPI. Em cinco anos, ele movimentou US$1,7 milhão e admitiu que recebeu doações ilegais para a campanha de 1990. "Nesse ano, tive ajuda de muitos amigos e recebi adiantamentos de trabalhos de advocacia para fazer frente às despesas de campanha", revelou (JB).