O número de mortes por AIDS registradas em atestados de óbito aumentou em 370% no Estado de São Paulo nos últimos cinco anos, segundo a Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados). A SEADE, que recebe dados de cartórios de registro civil em todo o estado, acaba de concluir o levantamento dos dados de 1992, em que foram registradas 5.020 mortes por AIDS, contra 1.067 em 1988. Entre homens de 20 a 24 anos, a AIDS já é a segunda causa de morte, atrás apenas de mortes violentas (acidentes, homicídios e suicídios). Nesta faixa etária 23% das pessoas morreram de AIDS em 92, contra 20% no ano anterior. Entre as mulheres de 24 a 29 anos, o crescimento foi maior: de 13% das mortes em 91 para 18% em 92. A chefe do departamento de projetos especiais da SEADE, Bernardette Waldvogel, afirma que o aumento que aparece pode ser maior que o real, já que em 88 estima-se que a subnotificação de casos era maior do que hoje (casos de morte por AIDS registrados como pneumonia ou outras doenças associadas à AIDS). Atualmente, segundo ela, a subnotificação é de cerca de 15% (FSP).