Imagine o universo das redes e das bases de dados internacionais desenhando como se fosse um mapa para os tesouros escondidos da era da informação. Um novo software, disponível gratuitamente, tem exatamente esse objetivo e está ajudando até mesmo os usuários de primeira viagem a encontrarem seus caminhos por dentro da Global Internet, a rede das redes. Extremamente rica em informações, a Internet pode ser frustrante e muito assustadora, em termos de navegação e métodos de consulta. Desde o seu lançamento neste ano, o programa, conhecido como Mosaic, tornou-se tão popular que sua utilização está causando consideráveis congestionamentos de "trânsito" na Internet e preocupando alguns cientistas de computação. Mas os muitos entusiasmados defensores do Mosaic o aclamam como sendo o primeiro "Killer APP" da computação por redes-- um programa de aplicações tão diferente e tão útil que pode criar uma indústria totalmente nova, a partir da estaca zero. O Mosaic conseguiu me dar a sensação de dispor de oportunidades
77345 ilimitadas, justamente o motivo que provocou o meu interesse inicial pela
77345 ciência da computação, afirmou Brian Reid, pesquisador de computadores e diretor do Laboratório de Sistemas de Network da Digital Equipment Corp., em Palo Alto, na Califórnia. O centro de Champaign, um dos quatro centros de pesquisas de supercomputadores financiados pelo governo dos EUA, está recebendo, todas as semanas, mais de 600 mil pedidos eletrônicos de informação procedentes de usuários do programa. De acordo com vários levantamentos e estimativas feitas pela indústria, o Mosaic já foi adquirido por centenas de milhares de usuários de rede em menos de um ano. A Digital, uma das principais fabricantes de computadores, está explorando formas de usar o Mosaic como base para um sistema totalmente novo de comércio eletrônico, permitindo que os clientes examinem facilmente catálogos de produtos on-line. Outras empresas-- incluindo a Xerox, a Novell e a editora R.R. Donnelley-- também estão explorando oportunidades de negócios que acreditam existir a partir do Mosaic. Na Califórnia, um consórcio chamado Smart Valley Inc., formado pela indústria privada e o governo, está usando o Mosaic para criar um mercado eletrônico para as empresas de alta tecnologia do Vale do Silício. O governo francês também está considerando a possibilidade de usar o Mosaic para mostrar versões digitalizadas de pinturas e de outras exposições de arte das suas galerias nacionais. Nos tempos pré-Mosaic, encontrar informações em bases de dados de computadores espalhados pelo mundo inteiro exigia do usuário que conhecesse e digitasse com exatidão os estranhos endereços e comandos de acesso a rede. O Mosaic permite que os usuários dos computadores simplesmente cliquem um mouse sobre palavras ou imagens nas telas dos seus aparelhos para chamar textos, sons e imagens, a partir das centenas de bases de dados da Internet. Esses arquivos, contudo, precisam ser configurados para trabalhar com o Mosaic. No Brasil, a rede internacional de dados Internet pode ser acessada através de ligações locais ou interurbanas para vários números de Bulletin Board Systems (BBS) nacionais. Para enviar ou receber mensagens de ordem acadêmica ou sem fins lucrativos, possuem conexão com a Internet, entre outros, o Mandic BBS e Canal Vip, em São Paulo (SP), Cotton-Net, em São José dos Campos (SP), e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE), no Rio de Janeiro (RJ). Recentemente, o PersoCom (BBS com sede em São Paulo e Brasília-DF) passou a transmitir mensagens comerciais para fora do país usando a Internet. O usuário não paga uma ligação internacional, mas apenas a assinatura da rede, fixada em US$15 mensais. A utilização comercial da Internet, como base para realização de negócios através da comunicação remota entre computadores, também vem apontando na mesma direção do Mosaic-- ou seja, para a simplificação das formas de pesquisa e consulta na Internet. Procurada inicialmente por grandes centros de pesquisa, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a rede agora serve ao disperso universo das BBSs e de usuários domésticos, profissionais liberais e empresas. Mundialmente, a rede conta com cerca de 2,5 milhões de endereços de acesso (O ESP).