Executivos de grandes empresas e líderes de favelas e sociedade de amigos de bairro se uniram para viabilizar projetos da apoio a meninos de rua. Grandes grupos empresariais como C&A, Xerox, OAS, Ancar, Credicard e Porto Seguro, dão ajuda financeira e suporte técnico para capacitar entidades assistenciais no gerenciamento de recursos. A C&A e a Credicard, por exemplo, têm em seus organogramas setores que elaboram e financiam projetos de apoio às crianças carentes. Desde 1991 funciona o Instituto C&A de Desenvolvimento Social. A Credicard criou em maio passado o Instituto Abrasso. As duas entidades contam, cada uma, com uma verba anual de US$2 milhões. O Instituto C&A mantém parcerias com 85 entidades assistenciais em 16 cidades. O Abrasso atua em 130 projetos que cobrem oito estados. A empreiteira OAS é a principal patrocinadora do Projeto Axé, uma experiência inovadora que retirou das ruas de Salvador (BA) 2.700 crianças. Em 1992, a OAS colaborou com cerca de US$600 mil para a manutenção de 16 unidades do projeto, que oferecem curso de alfabetização e moda, oficinas de serralheria, estamparia e papel reciclado, além de atividades artísticas em um circo e em grupos afros. A contribuição financeira mensal chega a US$60 mil. Noventa adolescentes acima de 14 anos estão trabalhando como aprendizes em canteiros de obras da empresa (JB).