A Medida Provisória que limita os vencimentos dos servidores federais a 90% do salário de um ministro (CR$679.918,00 este mês) está encontrando fortes resistências nos poderes Legislativo e Judiciário e ainda nas empresas estatais, segundo revelou o ministro-chefe da Secretaria de Administração Federal (SAF), general Romildo Canhim. O Executivo não tem instrumentos para colocá-la em prática e os gastos com pagamento de pessoal ficam cada vez maiores. De 1992 para 1993, a folha cresceu 25% e dos US$21,5 bilhões que a União paga aos servidores dos Três Poderes, 70% vão para os bolsos de apenas 20% do funcionalismo. Na semana passada, em reunião com o presidente do Congresso Nacional, senador Humberto Lucena (PMDB-PB), Canhim colheu uma amostra das reações e dificuldades que terá de enfrentar para fazer valer a MP sobre os salários dos servidores. "O senador disse que acha muito difícil um acordo", destacou o ministro. Desde fevereiro, ele tenta obter as folhas salariais das 122 estatais, 70 fundações e 45 autarquias da União, mas, apesar de determinação do presidente da República para que as informações fossem enviadas à SAF, os números não chegam à mesa do ministro (JB).