REGIÃO AMAZÔNICA PODERÁ TROCAR DIESEL POR GÁS NATURAL

O aproveitamento das reservas de gás natural do campo do rio Urucu, distante 600 quilômetros de Manaus (AM), pode mudar a matriz energética da Região Amazônica, em cujas cidades é o caro óleo diesel importado que movimenta os geradores. O subsolo da área de Urucu abriga uma reserva de 52,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o suficiente para abastecer, sem racionamento, Manaus e Porto Velho. Pelos cálculos dos engenheiros da PETROBRÁS, há gás o bastante para suprir, por quase 45 anos, uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. A PETROBRÁS já investiu em Urucu cerca de US$100 milhões na instalação de sua estrutura de exploração. Para extrair todo o gás-- atualmente reinjetado--, transportá-lo por dutos e levá-lo em embarcações até os centros consumidores serão necessários mais US$104 milhões. O ministro das Minas e Energia, Paulino Cícero, visitou o campo e aprovou o projeto, mas nada informou sobre a destinação de recursos. De olho no potencial da região, as multinacionais Nisho Iwai do Brasil S/A e Itoshu do Brasil S/A já manifestaram interesse em financiar a implantação do projeto em bases razoáveis. É ecologicamente correto e muito mais barato substituir o óleo importado
77327 pelo gás natural da região, argumenta o geólogo Mauro Mendes, coordenador do projeto da PETROBRÁS na Região Norte. "Tudo depende de o governo ter vontade política para levar o projeto adiante", diz (O ESP).