O líder do governo no Senado Federal, Pedro Simon (PMDB-RS), defendeu ontem a edição de uma nova lei eleitoral. Segundo ele, a atual legislação apenas oficializou as práticas condenáveis que existem no país. O senador decidiu pregar mudanças na lei, depois de saber que o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) admitiu ter recebido dinheiro de empreiteiras para sua campanha a governador em 1986. "Quércia está dizendo o mesmo que PC Farias, achando que a situação é de muita hipocrisia", advertiu. "Quem dá com uma mão tira com a outra". Simon é autor de uma emenda constitucional que altera a regra de financiamento de campanhas políticas. "Somente se gastaria dinheiro público", disse. De acordo com sua proposta, seria constituído um fundo público, e o acesso dos partidos a seus recursos definidos por lei complementar. A campanha não duraria mais de 90 dias. "Qualquer violação desse prazo seria crime", explicou (O ESP).