Antes mesmo de iniciar o subprojeto de controle de poluição-- que faz parte do Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara, com financiamento do Banco Mundial (BIRD)--, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (FEEMA) já conseguiu a redução de 26% do potencial poluidor industrial na área. Segundo o chefe da Divisão de Controle de Indústrias, Carlito Neves Vieira, este resultado foi consequência do levantamento das 455 maiores poluidoras-- por carga orgânica, metais pesados ou óleo--, entre cerca de seis mil industriais da Baía, iniciado em 1991. Dividimos estas indústrias em quatro grupos, para fazer o trabalho em
77289 quatro anos, de acordo com o contrato com o Banco Mundial. No início
77289 atuaremos em 50, que correspondem a 60% do potencial poluidor da Baía; no
77289 segundo ano serão 100; no terceiro, 150; e no último, 155, explicou Carlito. Por enquanto, as 455 indústrias foram apenas notificadas pela FEEMA do trabalho de controle que será realizado, mas algumas delas-- Petroflex, Nutriflex e Coqueiros Alimentos-- já começaram a providenciar melhorias em suas instalações. Dos 87.298 quilos lançados de carga orgânica diária, houve uma redução de 22.508 quilos, que corresponde a menos 26%. Em nove anos, a REDUC (Refinaria de Duque de Caxias) reduziu seu despejo de óleo na Baía de Guanabara de três toneladas diárias para 600 quilos, com investimentos de US$200 milhões. O objetivo é atingir a meta considerada razoável pela FEEMA, de 480 quilos por dia (JB).