O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneguelli, adotou ontem três medidas para esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que examinará as contas bancárias da central e dos sindicatos a ela filiados. Depois de entregar ao diretor de fiscalização do Banco Central, Édson Sabino, um requerimento pedindo a abertura das contas da CUT e de 26 membros da executiva, Meneguelli solicitou ao Ministério Público a abertura de um inquérito para apurar possíveis irregularidades contra a entidade. Dirigiu-se, em seguida, ao gabinete do presidente do Senado Federal, Humberto Lucena (PMDB-PB), para lhe entregar cópia da documentação entregue ao BC e à Procuradoria-Geral da República. "Estamos questionando essa CPI ilegítima, porque não existe fato que justifique a sua criação", afirmou Meneguelli. O senador lembrou que, há quatro meses, recebeu cópias dos livros contábeis da CUT, em que estão registrados os valores recebidos do exterior. Lucena disse que guardou o material para entregá-lo à CPI, que deverá iniciar seus trabalhos em fevereiro próximo (JC).