O escritório do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (CBIA) em Goiás pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito contra o Instituto Jamil Issy, organização não-governamental (ONG) que se diz dedicada à recuperação de menores dependentes de drogas. Os médicos Lourival Belém e Rondon de Castro, criadores do instituto, são acusados de dar um golpe de US$250 mil no CBIA, com ajuda da ex-chefe do escritório Maria Osséria Costa Ribeiro. Os recursos foram liberados pelo CBIA em cinco parcelas de 14 de dezembro de 1990 a quatro de abril de 1991, e deveriam ser aplicados na construção de um centro ambulatorial para tratamento de viciados em Hidrolândia, a 50 km de Goiânia. Em vez de executar o projeto, Belém e Castro aplicaram o dinheiro na compra de carros, em viagens de turismo, aparelhos de som sofisticados e em auto-remuneração por supostos serviços prestados. O instituto só existia no papel (O ESP).