A conferência mundial da Internet atraiu cerca de 3.500 pessoas ao Centro de Convenções Jacob Javits, em Manhattan. Uma amostragem colhida ao acaso revelou que muitos dos participantes são agora do setor comercial e não do acadêmico como antes. Um indício do poder de atração da Internet sobre a área empresarial foi a pequena multidão que cercou Mary Cronin, cujo novo livro "Doing Business on the Internet" ("Fazendo Negócios pela Internet"), editora Van Nostrand Reinhold, foi uma das duas obras mais populares durante a conferência. A outra foi "The Internet for Dommies" (editora IDG Books). Todos os exemplares desse livro "foram vendidos em cerca de dois minutos", conforme expressão de um visitante. A tendência do setor comercial ficou patente. "Trabalho para a IBM. Estamos estudando a viabilidade de usar a Internet como meio de acesso a informações e de distribuição de informações sobre produtos", explicou um executivo da empresa. Basicamente, a Internet converteu-se em serviço postal, sistema telefônico e biblioteca de pesquisas da era eletrônica. A rede permite a milhões de pessoas trocar informações com praticamente qualquer parte do mundo, a qualquer hora, em questão de minutos, usando tecnologia de acesso comum. Boa parte do poder de apelo da Internet decorre do fato de qualquer usuário da rede poder mandar e receber informações por seu intermédio, mas o resultado prático, geralmente frustrante para as empresas acostumadas com a hierarquia e a ordem lógica, é que não existe uma estrutura definida, ou ordem prática, para inserir as informações. Em vista disso, até os usuários mais experientes da Internet frequentemente encontram dificuldades quando tentam buscar informações. É relativamente simples, e custa pouco, obter acesso direto aos serviços de correio eletrônico da Internet por meio de serviços de informações on- line como o Compuserve, American On-line e MCI Mail, conhecidos como portas da Internet. Mas coitado do executivo ou da pessoa inexperiente que tentar chegar diretamente à rica profundidade da Internet. É quase certo que isso se tornará mais fácil quando surgirem prestadores de serviços da Internet mais comerciais, e quando computadores e software cada vez mais potentes tornarem possível esconder o sistema de comando Unix da Internet por trás de interfaces gráficos, com point-and-shoot como o Mosaico (um programa livre de software desenvolvido com financiamento federal pelo National Center For Supercomputing Applications), ou mesmo como o Windows Microsoft. Felizmente, a popularidade da Internet deu origem a muitos boletins, livros e periódicos dirigidos aos usuários comerciais. Além do livro de Mary Cronin, recomenda-se as seguintes fontes: "The Internet Business Journal", boletim mensal publicado pela Strangelove Press; "The Internet Guide for New Users", escrito por Daniel Dern, Editora McGraw-Hill; e Internet World", revista publicada por The Meckler Corp (O ESP).