O movimento Viva Rio começa amanhã uma nova fase: a discussão de soluções para o problema da violência. Uma das idéias é passar a encarar como parte da cultura da cidade os chamados bailes funk, realizados na periferia. Atualmente, esses bailes estão entre os principais redutos da violência carioca. Uma "comissão de cidadãos", composta por 37 integrantes, vai apresentar um documento com cerca de 40 sugestões para tentar diminuir a violência na cidade e uma agenda do movimento para o próximo ano. As sugestões, segundo o coordenador da comissão, o antropólogo Rubem César Fernandes, foram divididas em três campos de ação. O primeiro deverá envolver o trabalho com os jovens, principalmente os mais pobres. O funk deve ser visto por uma dinâmica positiva, disse Fernandes. Em um segundo campo, o movimento deverá propor a criação de centros de cidadania nas favelas. Nessas instituições, a população carente poderá contar com representantes da defensoria pública, acesso fácil à identificação (carteira de trabalho, carteira de identidade e outros documentos) e um atendimento de saúde. "Ao mesmo tempo, uma terceira área é a luta contra a cultura do medo e à reação paranóica", disse o coordenador da comissão. Para ele, essa fase deverá ficar concentrada no trabalho com a mídia (FSP).