A mortalidade infantil diminuiu quase 50% em São Paulo nos últimos 12 anos. Pesquisa realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE), a partir do levantamento de registros de óbitos nos 838 cartórios civis do estado, indicou que de cada mil crianças nascidas vivas em 1992, cerca de 27 não chegaram a completar um ano. Mas, apesar da taxa de mortalidade representar quase um terço da de 1985, os números ainda preocupam. Segundo a Fundação SEADE, os principais fatores de redução da mortalidade infantil, no Estado de São Paulo, são o avanço tecnológico, aumento da urbanização e a criação do sistema unificado de saúde. A expansão do saneamento básico, as campanhas de vacinação e a queda da fecundidade também ajudaram a reduzir a morte de crianças. Apesar da redução, São Paulo ainda tem taxas muito elevadas, em comparação com outros países, como Cuba, onde as estatísticas são de 10 mortos por mil, e Costa Rica, com 12 por mil. No Brasil, a taxa média em 1989 foi de 45 óbitos por mil nascidos vivos. Em 1991, no Estado de Pernambuco, morreram 98 crianças antes de completar 12 meses, em cada grupo de mil (O ESP).