As economias latino-americanas tiveram um crescimento médio de 3,2% este ano, destacando-se o Peru, com 6,5%. O desempenho da região caracterizou- se por uma relativa estabilidade nos preços e por uma grande afluência de capitais externos, que alcançou quase US$55 bilhões. Estas informações, divulgadas ontem, constam do relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas (ONU). A região apresentou uma inflação média de 15% (excluída a variação de preços brasileira) e viu suas exportações crescerem 9% em relação a 1992. Segundo o relatório, este foi o terceiro ano consecutivo a apresentar uma moderada expansão na maioria das economias da região; melhoria atribuída à recuperação do Brasil, cujo Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5%, a maior taxa desde 1986. "Se se exclui o Brasil, o resto das economias cresceu somente cerca de 2,6%, em comparação com os 5% do biênio anterior", afirma o documento. Além do Peru, as maiores taxas de crescimento foram obtidas pela Argentina, Chile e Costa Rica com 6% cada, enquanto os níveis mais baixos foram registrados pelo Haiti, com menos 11%, seguido de Nicarágua, Venezuela e Trinidad-Tobago, com menos de 1% cada um. O relatório informa que "o produto por habitante cresceu pelo terceiro ano consecutivo, em 1,3%". O Brasil cresceu 4,5%; o México cresceu menos de 1%; a Colômbia 4,5%; a Bolívia 3%; o Paraguai 3,5%; Uruguai 25%; El Salvador 5% e Honduras 4%. O Equador teve um crescimento de 1,5%; a Guiana 4%; Belice 3,5%; Panamá 5,5%; República Dominicana 2% e Jamaica 2%. O documento não inclui dados de Cuba, que é membro da CEPAL e enfrenta uma grave situação econômica por causa da queda do comércio com a ex-União Soviética e do recrudescimento do embargo norte-americano à ilha (JC) (O ESP).