RIO PÁRA POR DOIS MINUTOS

Milhares de pessoas pararam e silenciaram por dois minutos, ontem, no Rio de Janeiro, para refletir sobra a miséria e a violência na cidade. A paralisação, ao meio-dia, emocionou a todos os que participaram, principalmente as centenas de pessoas que abraçaram a Igreja da Candelária, símbolo da chacina de oito menores de rua. Herbert de Souza, o Betinho, estava na corrente humana que abraçou a Candelária. "A população que parou bancos, metrô, trânsito e aplaudiu ao fim dos dois minutos de silêncio, dançando ao som da banda da Polícia Militar, na Cinelândia, mostrou que acredita em um novo começo", disse Betinho. No primeiro minuto de silêncio vou dedicar os meus pensamentos ao que fez
77213 o Rio chegar a esse ponto. No segundo minuto, vou pensar no que podemos
77213 fazer para mudar, afirmou Betinho. Entre as ações práticas que Betinho está coordenando está a reabertura do Complexo de Quintino, que abrigará mil crianças de rua e dará educação a 10 mil jovens. O movimento, organizado pelo Viva Rio, prossegue hoje, com atos ecumênicos e shows pela cidade. Na Praça 15, um dos locais mais movimentados da cidade, um grupo de pessoas portava faixas pedindo paz e emprego. "O importante é que esse movimento representa um ponto de partida", disse Clarice Pechman, economista, uma das organizadoras do Viva Rio (JC) (O ESP) (FSP) (O Globo) (JB) (O Dia).