O acordo final da Rodada Uruguai no âmbito do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) preserva "na íntegra" a política interna para a agricultura em relação aos preços mínimos, crédito subsidiado a pequenos e miniprodutores e a projetos de irrigação. "Como o subsídio brasileiro, hoje, é menor do que o permitido pelo acordo no GATT, o país terá folga para aumentar o crédito subsidiado se assim o desejar", diz o Ministério da Agricultura em seu balanço sobre os resultados de sete anos e três meses de negociações da rodada. Os técnicos do Ministério informam também que "o Brasil terá folga para subsidiar exportações, em alguns casos para não ter prejuízo com a concorrência de outros países que também subsidiam a exportação de seus produtos". O Brasil, com uma tarifa média de importação de 10%, poderá elevá-la para até 35% para proteger seu mercado. Foi o que ficou acordado na Rodada Uruguai concluída no último dia 15 em Genebra. Arroz, milho, feijão, algodão, leite e carne bovina, produtos bastante subsidiados na União Européia (ex-Comunidade Européia), poderão ter uma alíquota de importação de até 55% (GM).