O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) autorizou o desmate de 1,9 mil hectares este ano no Estado do Amazonas, volume que totalizou 4,7 mil hectares com as queimadas clandestinas, e representou 30% a menos de devastação em relação ao ano passado. Esta redução é atribuída à operação "Amazônia Viva", executada no verão amazônico pelo IBAMA para combater a devastação da floresta, e consta de relatório divulgado pelo órgão. Segundo o relatório, o Amazonas continua sendo o estado da Amazônia com a menor taxa de desmatamento: cerca de 5% de sua cobertura vegetal. De acordo com o IBAMA, a operação "Amazônia Viva" aplicou 265 autos de infração a proprietários de terra, por causa dos desmatamentos ilegais. As multas chegam a CR$70 milhões, e os gastos com a operação somam CR$7 milhões. O maior desmatamento no Amazonas este ano, em 300 hectares de florestas de uma única vez, foi realizado às margens do rio Jatapu, na divisa com o Estado de Roraima, pela Companhia Brasileira de Equipamentos. Esta mesma área sofreu devastação que chega a mil hectares. A empresa, que destruiu a mata para extrair seixo e areia-- usados na produção de cimento--, terá que pagar multa de CR$10 milhões (JB).